Black Panther: Wakanda Forever – Análise | Uma boa homenagem?

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Versão do artigo em vídeo acima.

Desde o momento que a sequela de Black Panther foi anunciada, a ânsia dos fãs em ver como a Marvel iria duplicar aquela dose de magia que o primeiro filme trouxe, era muito elevada. Não só o anterior filme tinha sido um sucesso estrondoso na bilheteira, como também foi o filme que mais foi falado para ganhar vários Oscars da Academia. A verdade, é que em 2020, as coisas rumaram noutra maré, e tivemos a perda, dessa grande lenda que deu vida a T’Challa/ Black Panther no grande ecrã.

Este filme prometia, não só avançar todo o enredo do Universo Marvel, incluindo alguns novos personagens, que vamos falar mais à frente, mas também tinha a mais difícil tarefa de todas. Prestar homenagem ao nosso querido Pantera Negra.

A verdade é que após a perda de Boseman, muito se falou qual seria a melhor opção para a Marvel seguir em frente, se escolher outro ator, ou dar um rumo diferente ao Rei de Wakanda. A Marvel, mais uma vez mostrando a família unida que é, decidiu colocar o manto de T’Challa em descanso, e deste modo também prestar homenagem ao falecido Chadwick Boseman.

Pois bem, nesse aspeto, acho que a Marvel não podia ter feito um melhor trabalho, toda a despedida de T’Challa é comovente, fazendo a arrepiar os mais insensíveis, creio. Todo o seu funeral, e as sutis referências, ao que levaram à sua partida, roçam o quão real o momento é. T’Challa é-nos apresentado como não conseguiu superar a sua doença. E é este o ponto que roça a ficção com a realidade. E torna tudo muito mais comovente. E o silêncio que se pode sentir no rolar da intro da Marvel Studios, é simplesmente impressionante e de arrepiar. Mostrando o quão impactante Boseman foi para todos nós, fãs da Marvel.

O filme, toma a decisão de começar o seu enredo um ano após a morte de T’Challa e o impacto que ela teve, não só nos seus entes queridos, mas também no mundo. A sua mãe foi obrigada a governar a nação mais poderosa do mundo, e Shuri tentou camuflar o seu luto na tecnologia. Coisa que eu consigo perceber.

O mundo viu uma oportunidade de se aproveitar deste país Africano num momento débil, e tudo quer deitar as mãos no Vibranium, sendo este o bem mais precioso à face da Terra. (Até a introdução do Adamantium, que deve chegar com os X-Men e que este filme nos dá conversa sobre esse tema também. Mas deixemos isso para futuros artigos). O que o mundo não esperava, era uma Rainha tão poderosa que os fizesse tremer nas suas cadeiras. 

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Angela Bassett, que interpreta Ramonda, a mãe de T’Challa, volta a dar-nos um brilharete, numa atuação de tirar o chapéu. Ramonda demonstra todo o seu poderio ao colocar a ONU e a sua ganância, nos devidos lugares, mas ao mesmo tempo consegue fazê-lo com uma subtil nobreza que é encantadora.

O problema que surge com este bater do pé entre a “luta” pelo Vibranium, é que traz ao de cima uma civilização que se esconde nas profundezas do Atlântico, desde o século XVI. E é aqui que somos introduzidos à versão de Namor do MCU, que ganha toda uma história de origem renovada, em relação às BDs.

Ora, é neste ponto que as coisas começam a perder um ponto da fervura inicial. Um dos pontos que eu tinha mais interesse de ver neste filme, era toda a nova história de origem de Namor. E sendo fã de coisas Maias e Aztecas, isto deixou-me deveras entusiasmado. Tão entusiasmado, que acho que me levou a colocar a fasquia um pouco demasiado alta na estreia de Namor.

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A história de origem para Namor, apesar de interesse, demonstrou ser um dos pontos mais fracos do filme. O Sub-Marine, como é conhecido nas comics, sempre foi visto mais como um anti-herói do que um herói. E aqui é esse o papel que ele apresenta de forma bastante boa. A história de origem de Namor, apenas é interessante até metade. Porque há partes do filme, em que é difícil não querer apoiar este povo que foi obrigado a fugir das suas terras, devido à invasão espanhola, durante os descobrimentos do “novo mundo”.

Apesar de ter gostado da sua introdução, há muitas partes do filme em que se nota a perda de furor. Tanto nos seus motivos, como na sua tentativa algo forçada de tentar aliança com Wakanda, para minutos depois, fazer algo que não se deveria fazer à mãe de ninguém.

Apesar de tudo isto, a história é bastante sólida para nos intrigar durante toda a sua duração, e para além disso, temos um novo protetor de Wakanda. Que esperemos que não seja corrompida no seu futuro, devido às suas ligações com um certo primo.

Wakanda Forever, também nos apresenta pela primeira vez, a Iron Heart, e Riri Williams está incrivelmente bem representada pela atriz, Dominique Thorne. Riri Williams serve um pouco de alívio cômico durante o filme, dando algumas das melhores falas durante o filme. As suas comparações a Iron Man, desde a montagem do seu fato até aquela inteligência que apenas alguns conseguem, está no ponto mesmo. E que só me faz ficar bastante entusiasmado e esperançoso para a sua série a solo, que vai chegar à Disney+.

Mas por falar em mais projetos da Marvel Studios, um dos aspetos que têm abalado a quantidade de séries e filmes que a Marvel tem lançado, é o CGI. Ponto que é debatido com frequência pela internet fora. Pois bem, Wakanda Forever é o último projeto da fase 4 do MCU, e também ele sofre um pouco na vertente gráfica.

Não é algo que nos tire a emoção do que estamos a ver no grande ecrã, ou que nos distrai nos momentos de maior “confusão”, durante os combates, mas a verdade é que as falhas gráficas, continuam presentes. O que me faz voltar a dizer que a Marvel, deveria tentar abrandar na quantidade de projetos que tem em mãos. Porque apesar de ser uma empresa com claras possibilidades de contratar qualquer coisa, a verdade é que isso só é possível até certo ponto. E esta Fase 4 do MCU, tem nos mostrado isso.

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Na minha ótica, acho que os pontos fortes deste filme, estão mesmo nas interações humanos. E essa é a palavra-chave. Humanas. Wakanda Forever está nos seus melhores momentos, quando está a haver interações humanas entre os personagens. Sentimos a empatia, ou a repugnância por diferentes fatores que nos são apresentados. E principalmente neste filme, seria uma escolha mais acertada, devido à carga emocional que ele a carta. 

EM SUMA

Com tudo isto, Black Panther: Wakanda Forever, é um dos melhores filmes apresentados pela Marvel Studios desde Endgame. Não chegando perto da magia que o primeiro filme do Pantera Negra nos apresentou, é, ainda assim, um filme digno para a despedida de um ícone das nossas vidas. E é nesses momentos que Wakanda Forever brilha, mas também erra no simples fato de termos um número menor de referências a T’Challa do que aquelas que eram esperadas. 

Namor mostrou ser intrigante, e com bastante potencial no seu futuro. Mas terão de esmiuçar muito mais do que ele pretende e do que realmente o faz mover. Porque “ódio pela superfície” apenas vai tornar um personagem com bastante potencial em algo bidimensional.

Iron Heart, tem o meu interesse, e estou bastante curioso para ver o que a Marvel Studios nos vai apresentar no futuro com a personagem. Apenas peço que o fato não seja o mesmo do filme, porque parecia mais algo retirado do Robot Combats.

PONTUAÇÃO

No que toca à pontuação que tenho para o filme, na minha habitual escala de 5 estrelas, acho que o filme faz o trabalho suficiente para nos dar uma boa despedida de T’Challa e ao mesmo tempo de Chadwick Boseman. Apresenta-nos tanto uma nova Black Panther como um Namor com potencial para o futuro. E por estas razões, o filme merece uma pontuação de 4 estrelas, aos meus olhos. 

Mas tu que é que achaste do filme? Gostaste ou nem por isso? Diz-me as tuas partes favoritas nos comentários. 




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