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Star Wars está de volta ao grande ecrã em 2026 com “The Mandalorian & Grogu”, o primeiro filme da saga desde “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão de Skywalker”, lançado em 2019. Após sete anos de ausência nos cinemas, a expectativa é elevada, mas há uma surpresa: este filme terá o orçamento mais baixo entre os projetos da Disney para a franquia, marcando uma mudança significativa na abordagem financeira da Lucasfilm.
A série “The Mandalorian” conquistou fãs no Disney+ e agora promete levar essa popularidade para as salas de cinema. Com um orçamento de 166 milhões de dólares após créditos fiscais, o filme não só é mais acessível que os seus antecessores, como também pode redefinir o que significa sucesso para Star Wars na era Disney. Vamos explorar o que isto significa para o futuro da saga.
Um Orçamento que Quebra Tradições
O ponto central deste artigo é simples: “The Mandalorian & Grogu” será o filme Star Wars mais barato produzido pela Disney, com um custo de 166 milhões de dólares. Comparado com os 275 milhões de “A Ascensão de Skywalker” ou os 317 milhões de “Solo: A Star Wars Story”, este valor é uma aposta conservadora. Segundo relatos, “o filme beneficiará de créditos fiscais que reduzem significativamente os custos de produção”, o que demonstra uma estratégia mais cautelosa por parte da Lucasfilm.
Para um filme ser lucrativo, a regra geral é que precisa de arrecadar 2,5 vezes o seu orçamento – neste caso, cerca de 415 milhões de dólares. Dado o sucesso da série “The Mandalorian” e o apelo de personagens como “Baby Yoda”, atingir esta meta parece viável, desde que as críticas não desapontem os fãs e o público geral.
O Histórico Financeiro de Star Wars na Era Disney
Desde que a Disney adquiriu a Lucasfilm em 2012, os filmes de Star Wars têm sido sinónimo de orçamentos exorbitantes. “Rogue One: A Star Wars Story”, com 200 milhões de dólares, foi o mais “económico” da era Disney, mas mesmo assim exigiu refilmagens que inflacionaram os custos. Já “The Last Jedi” e “Solo” ultrapassaram os 300 milhões, enquanto “A Ascensão de Skywalker” ficou nos 275 milhões. Estes valores refletem uma abordagem de alto risco, com produções grandiosas que nem sempre garantiram retorno proporcional – “Solo”, por exemplo, foi considerado um fracasso comercial.

Por outro lado, “The Mandalorian” no Disney+ provou que é possível contar histórias cativantes em Star Wars sem gastos astronómicos. A série tornou-se o maior sucesso televisivo da franquia, superando projetos como “Obi-Wan Kenobi” e “The Book of Boba Fett“. Este historial dá esperança de que “The Mandalorian & Grogu” possa replicar essa fórmula no cinema, equilibrando qualidade e contenção financeira. Com um orçamento de 166 milhões, a Lucasfilm parece estar a aprender com o passado, optando por uma produção mais focada e menos dependente de efeitos visuais excessivos ou campanhas de marketing desmedidas.
Um Novo Capítulo para Star Wars?
“The Mandalorian & Grogu” não é apenas uma questão de números; é um teste ao futuro da franquia no cinema. Com um orçamento mais modesto, o filme tem a oportunidade de provar que Star Wars pode prosperar sem depender de gastos colossais. Se alcançar os 415 milhões necessários para lucrar – algo que parece ao seu alcance, dado o apelo da série – poderá abrir portas a projetos mais criativos e menos pressionados por expectativas financeiras.
Olhando para o futuro, este filme pode ser um ponto de viragem. Num cenário onde os fãs estão ansiosos por narrativas frescas e a Disney procura recuperar a confiança após altos e baixos na saga, “The Mandalorian & Grogu” tem tudo para ser um sucesso discreto, mas impactante. Resta saber se a força estará com ele em 2026.
Fonte: CBR